terça-feira, 9 de maio de 2017

Simplesmente ela

Será que é possível alguém não gostar dela? Porque sério, é no mínimo, muito difícil. E não é só pela beleza exterior, não. Ela tem um mar de exuberância dentro de si e que inunda qualquer um quando ela sorri. Ela é a preferida de muitos, mas é a preferida de si mesma. Trata todos com amor. Não venera nem se rasteja. Ama. Igualmente. Com vontade. Sem medir o amor pelo ser humano que o irá receber. Ela fala de Deus para todos e seu coração queima com a presença dEle em sua vida. Ela tem um olhar que faz com que todos passam a ver diferente depois de sentir o dela.
Aliás, isso é outra coisa difícil de não acontecer. Ela vai te fazer sentir. Admiração ou inveja, algo vai acontecer. Eu a amo demais, e olha que eu amo muitas pessoas, viu? E, mesmo eu amando tantas pessoas, ela tem um lugar exclusivo para o meu sorriso. A propósito, que sorriso é aquele?! É capaz de desmoronar uma pessoa completamente sem compaixão e levar qualquer garoto ao chão.
Ela tem um olhar que brilha como uma lanterna perdida na escuridão. Tem um sorriso que desarma até mesmo o mais cético dos detetives. Ela observa. E é observada. Ah, sim, isso ela é.
Ela não é um só. É uma junção de várias pessoas maravilhosas que se tornou uma melhor ainda. Ela gosta de ficar em casa, vendo filmes e enrolada no edredom. Ao mesmo tempo, ela é a rainha de todas as baladas que você possa imaginar.
Ela desce do salto porém ele não desce dela. Ela dança com as estrelas. Risca com um sorriso no rosto o coração de quem apenas a olha por um segundo que for.
E ela é assim. Simplesmente ela.
E é exatamente por isso que eu a amo tanto. (SV)

sábado, 19 de novembro de 2016

GAROTA DE PAPEL

Dedico este texto à todas as garotas que já foram de papel, mas que hoje sabem o quão forte são.


Há um tempo atrás, conheci uma garota que não era uma garota qualquer. Ela era uma garota de papel. Sabe, tipo aquela que a Margo cita em Cidades de Papel? Então. Ela era assim. Era bonita como um caderno de desenhos, mas frágil como quando um papel cai na água. Lembro quando corri atrás dela pelos corredores da escola, meus olhos brilharam quando vi que estava lendo um livro da Jane Austen. Uau. Jane Austen. Ela tinha muuito bom gosto. Venci o medo e fui até ela. Perguntei se ela gostava do livro. Ela diz que adorava. E naquele momento, tive a certeza de que seus olhos brilharam na mesma intensidade que os meus. E a partir daquele dia, uma amizade começou. Mas não uma amizade comum. Uma amizade de duas pessoas que se entendiam. Que se amavam. Que desviava de todos os conflitos para permanecermos juntos. Intactos. Como um papel de parede que ilumina tantos quartos por aí. E durante muito tempo, fui feliz. Conheci uma garota maravilhosa. Ela não era perfeita. Não era extremamente magra. Nem extremamente gorda. Não tinha olhos azuis e não era a rainha da Inglaterra. Mas era uma garota maravilhosa. Que me fazia me sentir. Uma garota que sonhava os meus sonhos, que me ajudava a conter minha ansiedade, que estava me indicando sempre um livro novo. Ela era uma garota de papel. Mas mal sabia ela que, de papel, não tinha nada. Ela era invencível. Imbatível. Mas, tudo bem, a essa altura do campeonato, ela já deve ter percebido isso. Que saudades... saudades de uma garota incrível. Saudades de alguém que me entendia. Saudades. Saudades...